Letra de la canción
VerificadaFoda-se! É o meu nome do meio, na lata, sem rodeio
E grito sem o menor receio
De te acertar em cheio
Violência é meu recheio, como um apanhador no campo de centeio
E se devoro o que leio
É pra me manter alheio
À sociedade e seus anseios
Em meio a devaneios, criatividade é a chave
A minha é sem freio
Eu sei que é feio, mas admito
Não pratico o que creio, mateio
Antigo eu e olha o que que deu
Uma criatura impura e imatura nasceu
Muito pior do que o Felipe antigo
Que tem a paz e o silêncio como inimigos
Eu não quero revolução, destruir é minha missão
Que se foda sua omissão, já tenho minha solução
Na mente e no coração, tô pronto pra ignição
E claro, para a ação, esperando a reação
Dos que são covardes e fazem alarde em qualquer parte
Mas enfim, já é impossível, agora é tarde
Então não se mete, fica esperto, não pague pra ver
Meu sobrenome não é Neto ou Alves, é Dossiê
Malabarismo é o que eu faço traçando cada traço
Eu atravesso o travessão, aumento a fala e ergo os braços
Cada pedaço me dá cansaço, mas vale a pena
Pena sem problema, meus esquemas levaram o lema
Não tema até o espaço
Meu manifesto é contra o estado inerte
Se liberte, nem que seja pelo cano de uma Desert Eagle
Cante comigo, nenhum inimigo vai se manter de pé
Após o nosso grito
E se não digerir bem cada verso no processo
Me processa, cuzão! Que dentre mil me despeço
Beijo na bunda e até segunda, que o trampo começa bem cedo
Não tem sossego os nego que escolheram a loucura
De lutar pelo seu futuro
É duro, eu sei, inevitável, cá entre nós, qual o plano mais viável?
Se levantar e superar o que diziam insuperável
Ou sentar em casa pra morrer como um miserável?
É instável esse mundo de bosta que a gente vive
Mas seja livre, que você supera qualquer crise
Não economize o ódio, deixa ele fluir
Então deslize por ele que você não vai cair
É estranho, eu sei, às vezes me sinto mecânico
O rebanho me odeia, minhas rimas causam pânico
Talvez não me chamassem de satânico
Se vissem que conjunto ex que eu sacrifico as minhas virgens
Látex na cara, máscara colocada, a arma engatilhada
Armando uma cilada, sair sem sentido e uma singela saraivada de bala
Aqui não é um conto de fada
Quem você vai ser hoje? Mentira preparada pra focar em você
Ou ficar sem fazer nada, defecar pra eles e partir para a facada?
Prepara o coquetel molotov, hoje vai ter carne assada
Quem precisa de bala? Basta apenas a faca
Não seja besta, se der bosta a gente baixa a porrada
Não sou de aço, mas faço como Mike Tyson
Sem laço, agarro com os dentes e arranco um pedaço
Camisa de força e focinheira se tornam necessárias
Sempre que o sangue volta à minha rotina diária
Se te arrasto pra um beco sujo atrás de uma lixeira
Como os lápis secos, beijo a faca e a enterro inteira
Contra o seu peito
De um jeito que nem o legista vai ser capaz de tirar
Ou achar qualquer pista que lhe leve ao culpado
Para alegrar o povo, não lave o sangue
E tá no luminol, mostra de novo!
Eu sou uma aberração, condenado à danação
Profanando o que é sagrado pra sua mente e coração
A base acaba e eu continuo a rimar sem parar
Nada vai me impedir de falar